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Como nos próximos itens vocês irão acompanhar todos os detalhes sobre o Execution, irei comentar inúmeras vezes em pessoas como: Bruce Dickinson, Roy Z, Roland Grapow entre outros. Então antes de contar a trajetória do álbum resolvi contar a trajetória das amizades, começando pelo primeiro dos envolvidos no álbum que conheci:
Kiko Loureiro
1995, eu trabalhava em uma loja de CD de heavy metal aqui no Rio de Janeiro chamada On Stage.Meu patrão Vitor era o empresário da banda que eu tinha na época, o Horizon. Nós éramos uma banda de prog metal, a primeira banda de prog metal na cidade do Rio na verdade.Nessa época eu havia decidido passar meus estudos para o turno da noite, para poder ficar mais próximos das pessoas e das novidades do mundo metálico. Então comecei a trabalhar nessa loja, onde ficava de 9:00 as 19:00 e entrava na escola as 20:00, foi um período bem complicado, muito difícil, mas super positivo para o que eu planejava para o meu futuro.
Vitor havia decidido que iria fazer um tipo de “show festa” para comemorar o aniversario da loja.Na época se falava muito em uma banda nova chamada Angra. Então ele decidiu que entraria em contato com eles para ver a possibilidade de ter algum membro da banda na festa.
Quando os dois músicos chegaram, eram eles Andre Matos e Kiko Loureiro.Na época eu tinha uns 16 anos.Tocamos naquela festa umas 6 musicas juntos, Time (Angra), Flight Of Icarus (Iron Maiden), Battle Hymn (Manowar) entre outras que não me recordo agora. Ficamos muito amigos, mas mantive maior contato com Kiko.
Anos depois Kiko produziu minha segunda banda (Thoten) e proporcionou uma ajuda, mesmo que sem querer, para que eu conhecesse mais um novo e querido amigo.
Roland Grapow
O Conheci através de Michael Weikath. Weikath e eu costumávamos nos falar por ICQ, na época André Matos havia saído do Angra e rumores de que eu entraria no lugar dele,estavam sendo ditos na net.Lembro-me claramente como se fosse ontem meu primeiro papo com Weikath, nos falamos por um tempo então ele me perguntou “Esses rumores que você será o novo vocalista do Angra são verdadeiros?” Fiquei super assustado pois vi que os rumores eram maiores do que eu pensava. E antes que criem mais rumores, quero esclarecer que eram só RUMORES.
Quando o Helloween veio tocar no Brasil me encontrei com Weikath e fui apresentado ao Grapow, que também me deu seu ICQ em um encontro super engraçado na Praia de Ipanema.
Um tempo depois, fui convidado a cantar em um tributo ao Heloween na comemoração do aniversário de um jornal de rock paulista.Então mandei um e-mail convidando Roland para tocar comigo no show, ele havia acabado de sair do Helloween e estava gravando a pré-produção do Masterplan.Mas aceitou.Passamos três dias juntos e ficamos muito mais amigos do que já éramos.
Chris Dale
Eu havia acabado de retornar de uma tour Européia com minha ex-banda.Assim que cheguei em casa havia um e-mail de Magnus Rosen (Hammerfall) comunicando que não poderia participar do meu álbum, por questões de agenda.Conheci Magnus através de uma amiga em comum que tínhamos em São Paulo.Mas também havia na minha caixa de e-mails uma mensagem de Alf Olafson, nosso tour manager na Suécia.Ele enviava seu ICQ para que não perdêssemos contato.Então quando conectei, conversamos um pouco e falamos no meu CD, comentei que estava sem um baixista foi quando ele me falou “O Chris, baixista da banda do Bruce esta aqui em casa, quer falar com ele?”. É simplesmente incrível como o destino conspira para que as coisas corram bem, quando você faz tudo com dedicação.Então tive meu primeiro contato com aquele que seria um dos meus melhores amigos em terras européias.Chris entra no ICQ e começamos a conversar, mas o destino logicamente não ajuda sempre e a linha do ICQ caiu, e não conectou novamente por nada.Mas voltamos a nos falar poucos dias depois por e-mail.
Chris gravou os baixos do meu álbum aqui no Brasil e passou uma semana em minha casa.Ele e’uma pessoa fantástica e um dos meus mais queridos amigos.Passei também algumas semanas em sua casa em Londres durante a promoção do álbum na Europa.Fora tudo isso, ele é um dos maiores responsáveis por hoje eu conhecer Bruce Dickinson.
Roy Z
Kiko Loureiro me convidou para ir ao coquetel de lançamento do novo álbum do Angra, o Rebirth. Então lá estava eu, assistindo a tudo bastante curioso quando esbarro com uma pessoa que jamais iria imaginar encontrar lá, Roy Z. No momento fiquei paralisado, pois eu era um grande fã de tudo que ele vinha fazendo.Fiquei como um garoto de 10 anos, olhando de longe, não tive coragem de aborda-lo, mas gostaria muito de entregar um álbum da minha banda para ele ou aprender mais sobre produção direto de uma das melhores fontes.
Dois dias depois, ligo para o Kiko e pego com ele o e-mail do Roy, kiko falou que ele era “muito gente fina”, então criei coragem e escrevi.
No e-mail falei de milhares de coisas entre elas que gostaria de mostrar as musicas nas quais eu estava trabalhando, um esboço do que um dia viria a ser o Execution. Roy me responde no dia seguinte com a frase, “me ligue amanha”, e me mandou seu telefone.Congelei, mas lá estava eu no dia seguinte ligando para o Roy Z. Quando ele atendeu matraquei um pouco um monte de besteiras por estar nervoso e depois falei das minhas musicas, comentei que o Roland ia participar e o Kiko também, foi quando ele respondeu que já sabia, pois o Roland havia comentado com ele sobre mim.Fiquei extremamente feliz, mas super nervoso ao mesmo tempo, foi quando um branco abateu meu cérebro, e toda e qualquer palavra em inglês sumiu, foi terrível, fiquei mais nervoso ainda foi quando ele me falou “Se você preferir podemos terminar a conversa em português” Ele falou isso perfeitamente, o português dele era ótimo, fiquei super surpreso de ver que ele falava português, e mais envergonhado ainda, pois parecia que eu não sabia falar inglês (risos), mas como a ligação para USA é cara, terminamos em português mesmo (risos).
Ele é um cara fantástico, me ajudou muito durante o Execution, me ensinando varias coisas sobre produção e posicionamento de microfones.O Execution foi o primeiro CD que eu produzi e ficou muito bom, mas isso com certeza foi graças a ajuda de pessoas como Roy, que atendiam todas as minhas ligações perturbando para saber detalhes técnicos, ele é um grande cara.
Mat Sinner & Ralf Scheepers
O cd já estava tomando forma quando Gustavo (ex-guitarra da minha banda) me apresentou um álbum chamado Nature Of Evil. Fiquei muito impressionado e adorei, logicamente eu já era um grande fã do Primal Fear, mas fiquei surpreso ao ver que a banda solo do Mat era tão boa quanto o próprio Primal. Então resolvi que gravaria um cover daquela musica, pois eu simplesmente não parava de escuta-la.Decidi então escrever para o Mat para pedir liberação para gravar a musica.Ele me respondeu e foi super simpático na resposta, então resolvi convida-lo a interpretar a musica comigo e ele aceitou. Começamos a nos falar bastante por e-mail e ficamos muito amigos.Logo depois fui apresentado ao Ralf. Todos são extremamente educados e cordiais.Mas só os conheci pessoalmente um ano depois em um show do Primal Fear no Brasil. Mat foi um dos maiores responsáveis pelo Execution ter saído tão rápido na Europa, mesmo que ele não saiba disso até agora, pois saberá quando ler isso (risos).Ele me ajudou com vários contatos e me indicou pessoas que ele sabia que me ajudariam com o álbum, e não deu outra.
Bruce Dickinson
Levei três anos para conseguir falar com ele, falei com algumas pessoas em sua gravadora, mas não consegui, lógico, eu não passava de mais um fã pentelhando o artista. Duas pessoas foram muito importantes para que isso mudasse Chris Dale e Roy Z. O primeiro contato que tive com Bruce foi através do Chris, eu comentei que gostaria de conhecê-lo e talvez tê-lo no álbum, então Chris falou que seria impossível, que Bruce recebia esse tipo de convite toda hora e nunca podia ou topava fazer.Mas como bom brasileiro que sou, perturbei MUITO ele, todo santo dia eu acho.Então ele me falou para enviar uma demo da musica que eu gostaria que o Bruce cantasse,que ele ia mostraria para ele.Então entrei no estúdio de um amigo e gravei o melhor possível a demo da “Beast In The Light”. Tudo bem simples, bateria eletrônica, guitarras e baixos gravados direto no PC, mas com muita energia e seriedade.
Então Chris recebeu a musica e falou, “ficou super legal, vou mostrar ao Bruce, mas se ele topar cantar será um milagre”.No dia seguinte ele me mandou um e-mail com o seguinte titulo “Milagres Acontecem”. Abri a mensagem e li as seguintes palavras, ”Bruce gostou da musica e topou, mas esta sem tempo agora”.
Fiquei completamente sem palavras, era inacreditável, eu cantaria uma musica com o cara que me fez ser um cantor hoje em dia.Lógico que passei uma semana sem dormir igual criança animada com algum presente que irá ganhar.
Após esse e-mail,um ano se passou, e eu já havia desistido de gravar com Bruce,pois não havia tido mais nenhuma noticia,achei que ele havia esquecido ou algo assim.Então ele vem ao Brasil com o Iron Maiden na tour do “Dance Of Death”.No dia do show meu telefone toca, atendo, do outro lado um cara que hoje em dia é um grande amigo e trabalhou comigo nos shows do DVD, mas naquele momento ele se apresentou para mim como “Renato? Aqui é o Alfredo da CIE Brasil, estou ligando a pedido de Bruce Dickinson,para marcar um encontro com você”.Tive um treco, depois melhorei peguei o endereço do hotel e tive outro treco.
Sai correndo e cheguei ao Intercontinental, muitos repórteres estavam lá, eu passei pelo meio deles e liguei para o celular do Alfredo e falei que já estava no hotel esperando por Bruce.Então o Alfredo desceu, um cara grande forte, mas muito simpático e falou “Ola, você vai cantar no show do Iron é isso?” Eu respondi “Não, ele vai cantar no meu CD”, ele ficou um tempo olhando para minha cara e falou, “é um tributo?” Eu respondi “Não é solo”.Ele ficou muito surpreso, me lembro da cara dele ate hoje (risos).Então Bruce desce ao hall do hotel, vem em minha direção e fala “Ola Renato é um prazer finalmente conhece-lo”. Aquilo foi fantástico, pois havia varias pessoas lá e ele veio direto em mim, ele havia procurado alguma foto ou algo assim para saber quem eu era, fiquei super feliz.Conversamos bastante e ele me entregou um VIP para assistir ao show do backstage e foi maravilhoso, poder ver toda aquela produção por trás dos palcos.No dia seguinte ele me convidou para passar no hotel as 10:00 da manha para um café da manha, e fui, então falamos de muitas coisas, nossos amigos, o DVD no qual ele já estava trabalhando, seu álbum solo e meu CD. Desse dia em diante encontrei e falei com Bruce varias vezes e nos tornamos amigos.Passei cinco dias com ele me apoiando nos shows do DVD.Um cara notável e acima de tudo muito honesto e humilde.
Bom, foi assim que conheci todo mundo que vai aparecer nos itens abaixo, agora espero que vocês se divirtam com o Execution Report! Boa Leitura!
E obrigado a todos que se envolveram no trabalho de certa forma, mas que não mencionei: Alberto Ferraz,Achim Kohler, Rod Smallwood, Van Willians, Suzan Tate, Anna Maria Di Santo, Sebastian Vollmer,Michael Kiske, Luiz Correra, Vinicius Mello, Paulo Baron e muitos outros.
Renato Tribuzy.
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