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05/06/2005 – Grave Digger faz uma proposta.
Acabo de chegar de São Paulo, viagem muito cansativa, mas com boas propostas, retorno já sabendo com quem trabalhar. Na minha caixa de e-mails um assunto importante, Chris Boltendhal, vocalista do Grave Digger me enviou uma mensagem falando que estava indo tocar em São Paulo, ele quer falar comigo sobre lançar o Execution na Alemanha pela gravadora dele.Tomei um banho, comi, dormi umas 4 horas e fui para rodoviária novamente.Duas viagens a São Paulo no prazo de 10 horas mata qualquer um, mas era uma ótima oportunidade, pois o álbum ainda não havia sido lançado na Alemanha. Antes de ir abro mais uma vez meus e-mails, O álbum estava entre os mais vendidos na lista de pré-vendas do Japão, uma noticia que me deu força para encarar mais uma vez a viagem.Às vezes fica muito difícil fazer tudo sozinho.
08/06/2005 – Retorno de São Paulo.
Mais umas vez retorno de São Paulo, estava muito mais cansado que antes, mas muito feliz também. Meu encontro com Chris havia sido muito agradável, um cara muito legal e honesto, falamos sobre shows e o cenário heavy metal na Europa, logo depois escutei os planos que ele tinha para o Execution e adorei, ali mesmo assinamos o contrato, senti que naquele momento fazia uma das melhores parcerias possíveis em território Europeu.
Na mesma viagem deixei a matriz do CD para a Hellion, que já agilizou a prensagem e a primeira parte da campanha promocional do álbum para o Brasil.As coisas estavam indo bem.
20/06/2005 – Prosperidade e Maldade.
O álbum já havia saído em quase todo o mundo, em vários paises as criticas e vendas estavam muito acima do que eu e minhas distribuidoras esperávamos, todos estávamos muito felizes com a aceitação do trabalho, e por ter sido tão rápido.Após fazer um trabalho que me consumiu tanto quanto o Execution, temos pavor da reprovação do publico, pois não era um trabalho comum,era a obra da minha vida, e contava com a participação de vários artistas com nomes a zelar, que haviam confiado em mim, eu não podia falhar,por mim e por eles.No Brasil varias entrevistas e resenhas, todas positivas e sempre maravilhosas.Em alguns cantos da mídia especializada já se escutava rumores que pessoas estavam se incomodando com o sucesso do álbum, daí nasceram meus primeiros "inimigos" (risos).Pessoas que nunca vi, mas que por razoes que só elas podem saber, se dedicavam a falar mal do álbum e tentar derruba-lo, mas sempre sem sucesso. Minhas gravadoras européias também estavam trabalhando com força total na divulgação, passei dois dias inteiros respondendo entrevistas por e-mail e telefone para países europeus.Dentro do esquema de divulgação, logicamente estava agendada uma ida a Europa para um marketing mais agressivo, e vi que a Inglaterra estava no roteiro, uma ótima desculpa para rever meu bom amigo Chris Dale e para terminar um assunto com Bruce Dickinson que começamos em Novembro de 2003.
18/07/2005 – Divulgação Européia.
Estou em Londres, Chris já sabia que eu estava a caminho e já estava com tudo preparado para minha chegada, percebi isso logo que vi um café me esperando, sei que ele não gosta de café.Conversamos por horas, escutei o novo álbum da banda dele o Sack Trick, muito bom.Era um tributo ao Kiss que ele tinha acabado de mixar.Ele me falou que já havia marcado com o Bruce um encontro no dia seguinte após a minha entrevista na Radio Total Rock de Londres.Então nosso primeiro dia foi de turismo, conheci vários pontos da cidade e tirei muitas fotos, e por coincidência, em um dos mercados da cidade esbarramos com a esposa do Bruce, muito simpática e atenciosa. À noite ao retornarmos do mercado conheci mais uma nova e querida amiga, Dawn, noiva de Chris, muito atenciosa e sempre falando como se eu fosse um retardo incapaz de entender o inglês dela.Ela falava pausadamente e com muitos gestos, Chris morria de rir, pois sabia que eu estava achando muito estranho, então ele me explicou que ela trabalhava em uma gravadora, e que tratava com artistas internacionais, ela estava acostumada a falar assim com pessoas que não eram nativas do Reino Unido ou Estados Unidos, pois nem todos entendiam bem, força do habito, mas era muito divertido.
19/07/2005 – Entrevista em Londres.
Fui a radio Total Rock para minha entrevista. O locutor do programa para minha felicidade era o próprio Chris Dale, foi uma das entrevistas mais divertidas que já
fiz.Durante o programa, passamos faixas do Execution e interagimos com os ouvintes, um deles que não me lembro o nome no momento, só me pedia para falar palavrões em inglês que eu nunca havia escutado antes, e logicamente eu falava sem pensar, acho que o Chris tomou uma bronca do dono da radio no dia, culpa minha, mas ele riu e deixou eu falar as besteiras, logo, culpa nossa.
20/07/2005 – Encontro com Bruce.
Falamos com o Bruce por telefone, tudo certo, nos encontraremos à noite em um Pub do lado da casa dele.Marcamos as 20:30, eu e o Chris chegamos por volta das 20:10, ele comprou uma cerveja e eu uma coca cola, não bebo nada alcoólico, as 20:30 mais ou menos, olho pela janela e vejo Bruce chegando em uma bicicleta e falando ao celular. Quando se sentou à mesa conosco começou a falar sobre varias coisas e estava muito curioso sobre como estava indo o álbum.Falamos muito, por horas, e então lembrei a ele da nossa conversa no Brasil, falei "Lembra que você me falou que iria tocar comigo no Brasil se eu fosse realmente fazer o show de lançamento do CD?" Ele respondeu "Sim, claro que me lembro", Eu disse "Eu farei, quando você poderá ir?" Ele ficou um tempo me olhando, acredito que ele me achou o cara mais maluco do mundo naquele momento e disse "Novembro".Pronto, eu já tinha uma data, agora era hora de marcar tudo assim que chegasse no Brasil. Nos despedimos e marcamos de nos falarmos novamente em Outubro, pois eu tinha uma a ida a Europa já marcada, para umas reuniões importantes com gravadoras de lá.
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