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25/07/2005 – Retorno de Londres.

Cheguei de Londres ontem e aproveitei o dia todo para dormir.Assim como sentia uma ótima sensação de dever cumprido o que me fez ter um dia de sono que não tinha desde o começo do Execution, também sentia que devia aproveitar bem esse sono, pois com o show que eu tinha em mente para realizar e sem ter a menor idéia de como faze-lo, eu passaria mais alguns meses sem dormir, já estava me acostumando.Assim que me levantei entrei em contato com a hellion, procurei saber das novidades e eram ótimas, "esta tudo indo muito bem" dizem eles.Li os reviews do álbum que haviam saído no Brasil enquanto eu estava fora.Comecei nesse dia mesmo a entrar em contato com pessoas que poderiam me ajudar no show.Precisasse de uma equipe, investidores, casa de show, hotel, vistos, eram tantas coisas que me dava vontade de desistir todo dia ao acordar, mas como já falei, não costumo voltar atrás com as minhas idéias, isso pode ser um erro, mas estava dando certo até o momento.

 

 

03/08/2005 – Preparativos iniciados.

Os preparativos estavam sendo feitos de todas as formas, eu corria atrás de apoio para o show enquanto o Flavio Pascarillo, baterista da minha banda, corria atrás de shows pelo Nordeste.Precisávamos nos apresentar antes do grande show e o Nordeste sempre foi maravilhoso, tanto com a minha ex-banda quanto com a outra banda que o Flavio tem o Nordheim.Então agendamos varais datas, mas eu mesmo só participei de três delas, Recife, Sergipe e Campina Grande. As apresentações eram feitas da seguinte forma, o Nordheim banda que tem praticamente todos os integrantes da minha banda, tocam primeiro, depois minha banda subia ao palco, assim vendíamos aos promotores duas bandas por praticamente o valor de uma, o que foi muito bom para todos.Passamos Agosto inteiro ensaiando, precisávamos tocar o Execution perfeitamente ao vivo, mas também precisávamos polir a resistência dos músicos, afinal seriam dois shows seguidos por dia para eles, e isso não é fácil.

 

22/08/2005 – TopLink.

Após já estarmos tocando o álbum de trás para frente, me concentro novamente no grande show de Novembro, fiz varias reuniões, escutei varias propostas,mas um cara em especial me pareceu mais dedicado,então resolvi acreditar nele e confiar o show a sua equipe,seu nome era Paulo Baron e sua equipe a TopLink.Nos primeiros dias de reunião com Paulo, entendi sua historia e pude compreender a razão de seu sucesso, ele era um vencedor.Ele estava fazendo o Live and Louder na época, a primeira edição do Festival, mas mesmo assim, jamais deixou de me ajudar quando preciso, qualquer hora era hora e isso me agradava, ele não tinha medo de trabalhar, muito profissional, tipo de pessoa que gosto, saquei que ia dar certo na hora.

 

 

12/09/2005 – Shows Pelo Nordeste.

Estamos no Nordeste, três apresentações agendadas para mim, três dias seguidos, exatamente como seriam os shows de Novembro,mais que perfeito. A primeira cidade que chegamos foi em Recife, ficamos quatro dias lá e foi maravilhoso, o promoter que nos levou era conhecido como Carioca, não podia ser melhor para uma banda do Rio. Grande show, grande publico, telão, mais de 1200 pessoas presentes, cantando o álbum, foi uma surpresa muito grande para mim.Sei que não fiz uma boa apresentação, primeiro show e muita emoção, a voz funcionou perfeitamente, mas o problema foi mesmo o coração, cada vez que a platéia berrava um refrão eu ficava emocionado, então ficava difícil correr e ter o tipo de presença que gosto.Não vejo a hora de Voltar lá e fazer o show que acho que devo fazer para eles. Logo depois fomos para Sergipe, me sentia mais preparado, ao entrar no palco a emoção veio à tona novamente. Mais uma vez casa lotada, mais uma vez o carinho do publico, após tocarmos a primeira canção do show, a "Aggressive", o publico ficou uns bons minutos berrando Tribuzy, coração na boca novamente.Era a primeira vez que eu escutava mais de 1000 vozes berrando meu nome, era assustador, mas gratificante ao mesmo tempo, isso fazia tudo ter valido a pena. Clay e toda sua equipe foram fantásticos, ficamos muito felizes com toda estrutura que Sergipe nos deu, já havíamos ficado mais que bobos com o grande trabalho do Carioca em Recife,logo depois vem o Clay e faz o mesmo,nos deixa bobos novamente.De lá, vamos para Campina Grande, ficamos em um hotel bem aconchegante e agradável, o publico não era tão grande quanto das outras cidades, mas nem por isso fazia menos barulho.Mais uma vez todos berravam Tribuzy e mais uma vez eu ficava emocionado, foi lindo, na verdade foi para fechar com chave de ouro os shows e nos trazer de volta com força total para os ensaios do show de Novembro.Pena que a segurança pecou muito no show de Campina Grande o que rendeu um assalto a mim e ao guitarrista do Nordheim, graças a Deus tudo terminou bem, mas estragou o ultimo e belo dia de show.



20/09/2005 – Live and Louder. 

Retornamos para o Rio, dezenas de e-mails lotavam minha caixa de entrada, Mat Sinner,Chris Dale, Roland Grapow,Roy Z entre outros.Todos querendo saber de mais detalhes sobre o show de Novembro.Assim que respondi a todos pensei mais uma vez, muito difícil fazer tudo sozinho". Então tive uma grande idéia.Liguei para o Paulo e perguntei se usariam telão no Live and Louder, ele respondeu que sim, então comentei que iria novamente a Europa no mês seguinte e perguntei "Caso eu trouxesse um vídeo com o Bruce ao meu lado anunciando o show do Execution você passaria no telão do Live and Louder?" Ele respondeu, "Mas é claro". Bom já tinha a liberação do telão e já tinha a idéia, mas agora, como fazer? Não sabia se o Bruce não toparia ou se me acharia abusado, então ao chegar em Londres liguei para ele. Um novo encontro marcado, agora mais cedo.

 


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